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Estudando a Bíblia I

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Frutificação Espiritual: Contra isso não há Lei

 

1. O fruto do espírito em relação ao crente individualmente

De acordo com Gálatas 5.22, o fruto do Espírito pode ser dividido em dois importantes grupos de virtudes: o primeiro diz respeito ao crente em relação a si mesmo, e o segundo relaciona-o com o seu próximo. No primeiro grupo encontramos as seguintes virtudes:

1. Gozo. O mundo experimenta algum nível de alegria, mas o gozo, como estado de espírito em alegria permanente, é uma peculiaridade do servo de Deus. Ainda que nem sempre esteja estampado no rosto, o gozo que inunda o coração do crente, nele se traduz como uma forma de alegria e confiança nos cuidados e provisões de Deus. Nas suas últimas instruções aos discípulos, Jesus assim se expressou: "Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo” ( Jo 15.11).

2. Paz. A verdadeira paz, a real, possui um tríplice aspecto: paz com Deus, paz com nós mesmos e paz com o nosso semelhante. A base de nossa paz com Deus é a justificação pela fé em Jesus Cristo (Rm 5.1). Este é o ponto onde toda a paz começa. Não podemos ter paz interior ou paz com outras pessoas a menos que tenhamos paz com Deus.

3. . A Bíblia fala de alguns tipos de fé: fé natural, fé para a salvação, fé como dom espiritual, e finalmente fé como um dos aspectos do fruto do Espírito. A edição da Bíblia Almeida Atualizada usa a palavra "fidelidade" com o mesmo significado. Neste caso este ter­mo designa uma fé provada como elemento modelador do caráter do cristão. No dizer do apóstolo Pedro: "Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provada pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo" (1 Pe 1.7). Fé que não conduz o crente à fidelidade é de nenhum valor para a vida cristã prática.

4. Mansidão. Mansidão é um dos mais doces aspectos do caráter de Cristo, e se queremos ser mansos, deve­mos aprender dele. Jesus mesmo disse aos seus discípulos: "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração..." (Mt 11.29). - Não devemos confundir mansidão com covardia e medo de lutar. Jesus era manso, mas também um homem de dores e exercitado na vida laboriosa (Is 53.3). Mansidão como um aspecto do fruto do Espírito é a capacidade de resignar-se ante o sofrimento e a oposição, venham de onde vier.

5. Temperança. A temperança tem a ver com o autocontrole, o domínio próprio; é uma virtude in­dispensável ao crente que deseja viver uma vida de constante triunfo. A temperança é o muro de defesa do crente

 

contra os desejos pecaminosos que guerreiam contra a sua alma. O crente a quem falta domínio próprio é presa fácil do invasor: Ele se rende ao primeiro assalto de suas paixões desgovernadas, sem oferecer qualquer resistência... Quando alguém não tem controle de si mesmo, a tentação torna-se ocasião para o pecado e impele-o a tentações terríveis que ele não esperava... A ira tende para o assassínio. A falta de vigilância sobre a luxúria mergulha-o no adultério. "Como a cidade derribada, que não tem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito" (Pv 25.28).

 

2. O Fruto do Espírito em Relação ao Próximo

O fruto do Espírito visa enriquecer e modelar o ca­ráter do cristão, não apenas em relação a si próprio como indivíduo, mas também em relação ao seu semelhante. Vejamos estes aspectos do fruto do Espírito relacionados ao nosso próximo:

l. Caridade (Amor). Em Mateus 22.37-40, quando indagado acerca do maior mandamento da lei, Jesus vinculou o dever de amar a Deus ao de amar os homens. Deste modo, a ordem dada ao homem de "amar a Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento”, é seguida pela ordem de "amar o teu próximo como a ti mesmo". Aquele que ama a Deus e a si mesmo deve amar o próximo também.

2. Longanimidade. Na longanimidade, o amor e a pa­ciência irmanam-se na busca da compreensão e consolação da comunhão entre cristãos. Através da longanimidade, o amor mostra-se paciente, quando em meio à irritação e à ira somos tentados a vingar as ofensas sofridas e a fazer justiça com as próprias mãos. Longanimidade é a capacidade de compreender e acei­tar que a solução de nossas possíveis demandas com os nossos irmãos deve ser encontrada, "não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos" (Zc 4.6).

3. Benignidade. A benignidade exemplifica-se pela maneira como lidaríamos com uma caixa de copos de cristal de fina qualidade. É o reconhecimento de que a personalidade humana é valiosa, porém, frágil, e deve ser manejada com cuidado. A recomendação do Espírito Santo é: "Revesti-vos pois, como eleitos de Deus, santos, e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade...” (Cl 3.12).

4. Bondade. Bondade envolve atos deliberados, úteis. Embora a Bíblia use o termo bom com referência ao que é reto, honrado e nobre no caráter ético ou moral, ela também o emprega para descrever ações que não são apenas boas em si mesmas, mas benéficas aos outros. Não podemos produzir o fruto do Espírito. Lembremo-nos de que é o próprio Espírito Santo quem quer manifestá-lo nos seus mais variados aspectos, em nós e através de nós. É como as bancas de frutas que encontramos nas feiras públicas ou nos super­mercados. Elas não produzem as frutas; simplesmente as expõem. Assim também acontece com o crente. Ele precisa simplesmente permitir que o Espírito Santo o use com o propósito de demonstrar o seu fruto. Na medida que permitimos que o Espírito Santo assim faça, o nosso próprio caráter será cada dia mais parecido com o de Jesus Cristo. O crente só tem a ganhar com isso.

 

 

3. Equilíbrio entre Dons e Fruto do Espírito

A orientação divina dada a Moisés quanto ao adorno das vestes sacerdotais no Antigo Testamento  dá-nos uma visão adequada da harmonia que deve existir entre os dons e o fruto do Espírito: "E nas suas bordas farás romãs de pano azul, e de púr­pura, e de carmesim, ao redor das bordas; e campai­nhas de ouro no meio delas ao redor. Uma campainha de ouro e uma romã, outra campainha de ouro e ou­tra romã haverá nas bordas do manto ao redor; e esta­rá sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o seu sonido, quando entrar no santuário diante do Senhor e quando sair, para que não morra” (Êx 28.33-­35).  Não foi orientação divina colocar uma campainha após outra. Também não diz: "Uma romã, outra romã e   mais - outra romã", mas afirma: "Uma campainha de ouro e uma romã; outra campainha de ouro e outra romã", e assim por diante. Aplicado este princípio divino ao equilíbrio que deve existir entre dons e fruto do Espírito, o ideal é: um dom, o fruto; outro dom, o fruto; outro dom ainda, o fruto e assim sucessivamente.

Conclusão

Uma pessoa infrutífera não é um cristão que falhou, mas um falso cristão. Em outras palavras, de fato nunca foi cristão.              (J. Blanchard) 

Você já notou a diferença existente na vida cristã entre obra e fruto? Uma máquina pode realizar sua obra; só a vida produz fruto.         Andrew Murray.

 

Extraído de OLIVEIRA, Raimundo de. Esboços de sermões e estudos bíblicos. RJ: CPAD, 2000, p.198 – 202

 

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