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GUERRA CONTRA OS SANTOS

 

  Seria mais cômodo e não comprometedor publicar apenas os clássicos da vida interior e da comunhão profunda com Deus,  bem como  selecionadas obras de referência bíblica. No entanto, o forte encargo espiritual  que recai sobre nossos ombros e a urgente necessidade da impetuosa palavra profética para os últimos dias tem sido o combustível para manter a chama do chamamento celestial aceso em nosso espírito. Estamos no fim dos tempos, e não podemos ignorar sua terrível realidade espiritual. (I Timótio 4:1  - “Mas o Espírito expressamente diz  que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”).

  É maravilhoso mergulhar na revelação do Senhor glorificado no monte- quanta segurança e descanso temos ali! Mas o coração do Mestre, inflamado de amor, nos impele a descer com Ele até os homens oprimidos e engodados pelo poder das trevas, para que o poder dos céus seja manifesto, libertando e restaurando seu povo para Deus (Mt.17). Sim, é espiritual estarmos assentados aos Seus pés, mas seria covardia deixar de segui-Lo em Seu ministério de sujeitar todas as coisas a Deus, por meio da Igreja (I Coríntios 15:24,25 – “Então virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver destruído todo domínio, toda autoridade e todo o poder. Pois convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos seus pés.”). O fulgor da glória do Filho de Deus manifestada no monte expulsa a escuridão e faz-nos ver a beleza de Sua face; do mesmo modo, a real comunhão íntima com o Mestre deve afugentar o inimigo, abrir porta para a palavra profética e libertar os cativos.

  A vida interior profunda e o conhecimento bíblico só terão valor se nos amadurecerem para cumprirmos o propósito de Deus; caso contrário, nossa jornada espiritual terá por base alimentar e esconder nosso ego, fugitivo da perseguidora cruz de Cristo, para vivermos para nosso bem-estar. Mas graças à infinita bondade de Deus, seu Espírito persegue-nos em Sua determinada missão de abrir os nossos olhos para ver o Mestre e penetra nosso coração para que o clamor do Seu coração se torne à bússola da nossa vida cristã. Nosso Senhor está às portas! Estamos nos últimos dias e a batalha está sendo travada! Satanás tem reunido toda a sua força, com seus milhares de guerreiros malignos, contra os santos, para tentar destruir a colheita final do trabalho do Senhor semeado no principio da criação e cultivado por todas as gerações. Deus busca uma esposa madura para Seu Filho Jesus Cristo, a fim de trazer a esta terra seu glorioso reino, executar a condenação do inimigo e restaurar todas as coisas para Si (Ef. 1). Logo os obreiros têm a grande responsabilidade de equipar os santos, amadurecê-los, para, juntos, como um só Corpo de Cristo, cumprir responsavelmente sua missão final (Ef.  4). Confiamos plenamente na sabedoria de Deus e, por isso mesmo, reconhecemos ser uma grande tolice ignorar a intensa batalha espiritual dos últimos dias, uma vez que a Igreja é o veículo e representante do governo de Deus no mundo subjugado pelo deus deste século (II Coríntios 4).

  Muitos dos notáveis servos do Senhor que avançaram no ministério da Palavra tiveram ousadia para enfrentar a realidade  da batalha espiritual. Watchman Nee, por exemplo, na sua obra O Homem Espiritual, a qual mundialmente reconhecida como um dos maiores  clássicos da vida espiritual  profunda e a seriedade da batalha espiritual. No prefácio a O Homem Espiritual, Nee  procura conscientizar seus leitores quanto a terrível oposição que sofrera para concluir o livro e do quanto os leitores, certamente, teriam de resistir para usufruir plenamente das riquezas nele contido:

 “Agora que este volume está para ser publicado, e os outros volumes logo o seguirão, deixe-me falar francamente: aprender as verdades contidas neste livro não foi fácil; escrevê-las foi ainda mais difícil. Posso dizer que durante dois meses eu vivi diariamente nas mandíbulas de Satanás. Que batalha! Que oposição! Todos os poderes do espírito, alma e corpo foram convocados para lutar com o inferno, (...). Vocês que são Moisés no monte, por favor, não se esqueçam do Josué na planície. Eu sei que o inimigo odeia esta obra profundamente. Ele vai tentar todos os meios para impedir que ela chegue às mãos das pessoas e que elas leiam. Oh, que vocês não permitam que o inimigo tenha sucesso aqui.”

 

  Devemos ter em conta que os pais da Igreja, os reformadores, os líderes dos movimentos da vida interior, os avivalistas, os respeitáveis expositores da Bíblia e os mestres da atualidade reconhecem a inegável guerra conta os santos nos últimos dias, travada no mundo espiritual, uma vez que a Bíblia registra essa crucial verdade. Eles foram mesmos envolvidos nessa batalha, por serem instrumentos úteis para o Senhor, como registrou W. Grahan Scroggie:

  “Os que são obedientes, dotados e em quem Deus se compraz são objetos especial dos estratagemas do inimigo.(...) Como a ponte é provada pelo peso, e o ouro, pelo fogo, o homem tem de ser provado pela tentação. Martinho Lutero nunca teria chegado a ser quem foi se não fosse por meio do diabo. (...) Temos que considerar a provação como um meio providencial pelo qual somos qualificados para um serviço mas amplo. Entre nossa adoração e a nossa obra temos de estar dispostos para a guerra. Este conflito revelou o segredo da vida de serviço de Jesus.(...) Os assaltos do diabo, pois, são necessários e enriquecedores (...) de modo que, quanto mais conhecemos de Deus, de nós mesmos e do mundo que nos rodeia, melhor preparados estamos para resistir a todo o mal e receber todo o bem.”

 

  Os cristãos se atrevem a crer que estão isentos da influência de demônios· Os que acontecem com um homem que nasceu de novo? Será que as Escrituras ensinam que o novo nascimento inclui uma expulsão automática de demônios? Efésios 2:1-3 ensina de forma clara que todos os seres humanos estão sob influência do maligno e que sua influência sobre a humanidade é exercida por espíritos malignos. Todos nós estávamos nesta situação. Mas no novo nascimento, o novo convertido tem seus pecados perdoados. Seu espírito – antes morto em transgressões e pecados – é vivificado pelo espírito de Deus e ele recebe poder pra se tornar filho de Deus. Ele agora tem o poder para vencer as mesmas coisas que o escravizaram antes. Que mudança maravilhosa, de vítima do pecado para vencedor, vencedor unido a Cristo! Mas em nenhum lugar a Escritura ou a experiência nos ensina que o novo nascimento elimina automaticamente a influência de demônios ou a escravidão a eles, ou da mesma forma, todas as características do velho homem , tais como temperamento, mau humor, lascívia, invejas, egoísmo, preconceitos, e muito mais. O homem nascido de novo tem de aprender a levar a sua cruz, a negar a si mesmo e morrer diariamente; ele tem de andar no Espírito para que não dê lugar à concupiscência da carne. É de se esperar que ele venha a descobrir seu lugar de direto no plano de Deus e no funcionamento efetivo do Corpo de Cristo. O processo de crescimento em Cristo é geralmente doloroso, embora o resultado seja glorioso. A parte mais dolorosa é a descoberta de certas áreas em que o crente foi enganado; como entender e lidar com esse engano.

  Se o crente cooperar com Deus de forma inteligente e obediente, se tornará, no devido tempo, mais maduro espiritual. Experimentará por si mesmo o tremendo versículo que diz: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36), o que, para a maioria dos cristãos, é apenas teologia e não realidade em sua experiência.

  A expulsão de demônios deve ser um dos sinais que seguem os cristãos em seu ministério (Mc. 16:17). Mas expulsar os demônios de quem? Somente dos não-regenerados? Não apenas; mas demônios podem ser expulsos também de crentes escravizados e enganados para que experimentem também a libertação. Prender-se a certas doutrinas bíblicas ou gloriar-se em sua crença na infalibilidade da Bíblia não oferece refúgio ao crente contra as incontáveis artimanhas  do inimigo. Todos os homens são objeto da astúcia de Satanás, mas após a conversão, suas tentativas de enganar e, se possível, controlá-los, aumentam muito.

  A completa “entrega a Deus”, a menos que esteja protegida pelo conhecimento dos métodos pelos quais o Espírito de Deus se revela, pode abrir a vida do crente para a invasão dos espíritos das trevas. Deve-se ponderar sobre isso com muito cuidado quando se tem o desejo de receber dons ou presenciar manifestações. A distribuição dos dons e manisfetações é função única e exclusiva do Espírito Santo, que dá “distribuindo-as, como Lhe apraz, a cada um individualmente” (I Co 12:11). O crente que busca a Deus deve ter os olhos fixos no Trono, não ambicionando dons específicos (a menos que eles sejam revelados como coisas que deveriam “ambicionar”, I Co.12.31; 14.1). O que a alma rendida deve buscar é à vontade de Deus como seu principal e único objetivo, vigiando sempre para que sua mente não se prenda a coisas que possam promover carnalidade e ser assunto de vontade própria. Muitas, muitas são as almas sérias que desejam, com inveja não-reconhecida, ter o que vêem em outros.

  A possessão demoníaca é uma regra claramente entendida pelo obreiro em terras ímpias; e nós devemos ter em mente que os países mais civilizados hoje se tornaram fortalezas de paganismo. Não é, portanto, irracional esperar que fenômenos espirituais geralmente associados aos ímpios se manifestem cada vez mais no meio da assim chamada cultura e do paganismo pseudocristão de nosso mundo moderno.

  Em nossa era mecânica, em que a liberdade e o julgamento de cada um são sacrificados com tanta freqüência, e em que ditaduras e propagandas de massa tem-se tornado forças tão poderosas, o capítulo quatro (passividade), do livro “Guerra Contra os Santos” de Jessie Pen-Lewis, deveria ser lido repetidas vezes.Diz uma passagem deste capítulo:

  “Os poderes das trevas fariam do homem uma máquina, um robô; o Deus de santidade e amor, no entanto deseja fazer dele um soberano inteligente e livre em sua própria esfera de ação – uma criatura racional pensou criada à Sua própria imagem (Ef.4:24). Portanto Deus nunca diz a nenhuma faculdade do homem: ‘Fique ociosa’. Não me parece possível exagerar o perigo do pensamento desleixado quanto às coisas espirituais e da entrega irracional a experiências não-fundamentadas numa compreensão clara dos amplos princípios das Escrituras. Um ensino claro sobre isso é necessário se esperamos um avanço saudável na vida da Igreja Cristã.”

 

  Um parágrafo de um artigo recente escrito por um missionário com qualificações médicas trabalhando na China, e familiarizado com casos de possessão por espíritos malignos, pode ser-nos útil para mantermos uma visão equilibrada a respeito desse difícil assunto:

“Uma palavra de alerta sobre diagnósticos errados e falta de equilíbrio na guerra espiritual. O exercício da nossa autoridade em Cristo não é uma cura para todos os males. Tem-se dito que ‘guerra é 99% esperar’.Não se espera que o soldado de Jesus Cristo passe todo o tempo nas trincheiras da frente da batalha.Houve tempos quando não era para Moisés manter o cajado de Deus no alto, mas para se entregar ao trabalho árduo da intercessão, e tempos em que seu trabalho era caminhar com o povo nas trilhas difíceis do deserto. Uma mulher chamada Senhora Yellow era levada por seus parentes ímpios todo dia para as instalações da Missão porque diziam que ela ficava mais tranqüila lá (nós cremos no que eles diziam, mas chegamos a imaginar como ela seria em casa!). Naquela ocasião, nós a rotulamos de ‘possuída por demônios’ e nos dispusermos a guerrear contra o inimigo sem obter sucesso nenhum, entretanto meses se passaram até que conhecemos a história completa e descobrimos que ela tinha um tipo”. comum de insanidade temporária! Atribuir problemas indiscriminadamente ao diabo não cria uma atmosfera saudável. Nós precisamos de equilíbrio e, acima de tudo, precisamos estar em comunhão tão profunda com o Senhor, para que Ele possa nos dar discernimento espiritual.”“.

 

  O profeta Oséias declara que o povo do Senhor “está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Oséias 4:6). Por isso devemos procurar estudar a Palavra, ler livros, e assim não ser ignorantes quanto aos planos  do diabo, e saber como ser mais do vencedor sobre ele, em Cristo Jesus!.

  “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e , depois de terdes vencido tudo, permaneceis inabaláveis.” (Efésios 6:13).

 

                                             Que a graça seja com todos os que amam, com amor perene, a nosso Senhor Jesus.

                                                                                                                                      

 

                                                                                         

                                                                                              Aline Loredo

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